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25 de dezembro já passou, mas nesse Natal acabei me lembrando daqueles brinquedos mais marcantes na vida de qualquer moleque e que, de uma foma ou outra, acabam nos seguindo pelo resto da nossa vida adulta.
Lembro que o último brinquedo que ganhei quando criança foi um carrinho de controle remoto – daqueles que dão cambalhota e fazem pirueta que estavam na moda nos anos 1990. Esse foi também o único brinquedo que eu ainda tinha quando eu saí do Brasil.
Hoje, o mercado conta com os mais variados modelos – desde os elétricos até os movidos a nitro. Alguns são tão avançados que, com seu preço, daria para dar entrada em um carro de verdade. Sempre que passo por uma loja de brinquedos me pergunto se eles são mesmo feito para pequenos garotos ou se para a diversão de seus pais.

"Pai, quando vai ser a minha vez de brincar?"
Seja ela de futebol, vôlei, basquete ou tênis, de capotão, de plástico ou de meia, onde existe uma bola, existe um ou vários homens felizes.
A vantagem da bola sobre os outros brinquedos é a facilidade que ela tem de reunir pessoas – desde uma rodinha de vôlei na praia até o futebol de terça à noite com os caras do escritório. É incrível como um dos objetos mais simples já inventados é capaz de transformar homens em meninos e nos fazer lembrar de um tempo em que nosso único plano de carreira era o de um dia ser igual a nossos ídolos.
Nem sei se os videogames de hoje ainda são considerados brinquedos. O que sei é que meu Mega Drive, com uma fita do Sonic 2 e uma 6-Pak, rendeu longas horas de diversão a mim e aos meus vizinhos durante anos.
Hoje, entretanto, chega a ser rendundante dizer que os consoles deixaram de ser apenas mais um objeto de desejo infantil e se transformaram em uma grande indústria para o entretenimento de homens barbados.
Quem não gosta de um bela e disputada partida de pebolim – ou, dependendo de onde você mora, totó, pacau, fla-flu? É um jogo tão básico e ao mesmo tempo tão viciante que beira o ridículo. Já vi caras quase saindo na mão em uma mesa de pebolim num dos diretórios da faculdade. Sem dúvidas, de todos os brinquedos aqui nessa lista, esse é o que tem o maior foco em adultos.
Sonho mesmo seria dar uma de Joey e Chandler e ter uma mesa bem no meio da sala.

Quem nunca quis ter um apê desse naipe?
Um dia, quando eu morava em São Paulo, me dei conta de que fazia anos que eu não andava de bicicleta. A rotina estudo-trabalho-trânsito consumia tanto meu tempo que eu percebi que já não fazia mais uma das coisas mais prazerosas que existem quando se é moleque: sair livre por aí pedalando e sentindo o vento na cara.
Naquele mesmo dia, saí do trabalho, fui ao Ibirapuera e aluguei uma bike por R$ 4/hora. Dinheiro bem gasto, valeu muito a pena. Saí de lá com uma sensação de alívio.
Quatro anos se passaram e hoje minha bike é, além de uma ferramenta para me manter em forma, meu principal meio de transporte. Experiência que recomendo a qualquer um.
Você aí, morador de uma das nossas grandes cidades, já parou pra pensar há quanto tempo deixou sua bicicleta de lado?
É nosso correspondente em Londres. Jornalista, nascido e criado na selva paulistana, gosta das oportunidades desafiadoras. Apaixonado por informação e conhecimento, enxerga o trabalho como uma forma de evolução e a internet como revolução. No Twitter, @thiagokiwi.
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